Pular para o conteúdo principal

Animação Cultural por Vilém Flussar

No dia 08/09 nos foi solicitado a leitura do texto "Animação cultural" por Vilém Flussar e solicitado para realizarmos um um fichamento do texto e escrevermos um parágrafo refletindo sobre as ideias que mais chamou a atenção no texto. Segue minha reflexão:

O texto inicia com uma narração feita pelo narrador em que menos esperamos, uma mesa, enfatizando a indignação da superioridade humana sob os objetos, mostrando sua opinião sobre o único propósito do ponto de vista humano é construir um objeto com o propósito de servir. "E como se nós, os objetos, não fossemos precisamente a síntese entre a ação humana sobre o mundo e a ação do mundo sobre os homens". Essa frase me incomoda em um sentido reflexivo, ressaltando a importância da nossa perspectiva sobre a forma de pensarmos sobre os objetos e o quão egoísta somos em pensar dessa maneira. A partir desse texto, penso que grande parte dos objetos de nosso cotidiano, se tornaram muito mais que objetos construídos para servir, mas sim uma dependência criando um vínculo mental entre os mesmos. Pegamos o exemplo do telefone celular, quando o mesmo cai ao chão ou quebra, a grande maioria da população se choca formando um sentimento por trás daquela ação, desencadeando até mesmo outras reações como a tristeza e o choro por trás daquele ocorrido. Essas reações ressaltam o quanto o objeto deixa de ser um objeto e passa a se tornar parte de nossa identidade visual, de nosso lazer, mesmo que imperceptível por nós mesmos. Acho interessante o ponto de vista citado no 5° parágrafo "A ciência, embora dirigida por nós, e embora relegando os homens a tarefas meramente funcionais e subalternadas, continua contaminada por valores. Se não conseguirmos eliminar os valores, tais remanescentes primitivos do nosso condicionamento animal, jamais alcançaremos autêntica objetividade.". Esse trecho também me trouxe uma reflexão em que os traços existentes na criação humana também são ressaltados, demonstrando que grande parte das nossas criações carregam um sentimento, interesse e desejos por trás da criação do mesmo mostrando que nada será totalmente neutro.

O texto é finalizado com uma importante reflexão "Se tivermos plenamente nos conscientizado dessa nossa função, fundamentalmente filantrópica, teremos levado a nossa Revolução até a sua gloriosa meta.". A partir desse trecho, é interessante notar que apesar de no começo do texto terem pensado sobre a superioridade do objeto e na segunda parte do texto a contradição sobre a superioridade, é finalizado com a neutralidade entre a conexão das mesmas, evidenciando que a harmonia existente entre as duas é necessária para alcançar o objetivo final da Revolução.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Colagem abstrata através do photopea

Em nossa última aula, nos foi solicitado a realização de uma colagem abstrata com as composições de nossos colegas. Essa foi a minha colagem:  

Processo pavilhão no Parque Municipal

 No dia 13/11 nos foi solicitada a realização de um pavilhão no local escolhido para a implementação do não-objeto no parque municipal, sendo o nosso local escolhido a praça dos fundadores. O grupo reunido para a realização do pavilhão foi: Carolina Novaes (eu), André Lima, Jhennefy Santos e Maria Eduarda Brandão. Primeiro reunimos os desenhos realizados pelo grupo para pensarmos na ideia de pavilhão que apresentariamos em sala de aula: Realizamos o levantamento de medidas do aprque no sketchup: E iniciamos com a ideia de fazermos um pavilhão utilizando madeira e vidro. Criamos um projeto de pavilhão baseado em nossas diretrizes e adotando algumas como prinicipais como: Forte presença dos desníveis, cores, material para construção sendo leve. Após muitas conversas com os professores batemos o ponto final e definimos um pavilhão

Carolina Novaes - Apresentação

Me chamo Carolina Novaes, tenho 20 anos e sou natural de Turim, Itália. Cresci e morei durante 15 anos no interior de Minas Gerais, na cidade de Ipatinga, e, quando completei 18 anos, tive a oportunidade de estudar em Dublin, na Irlanda, em busca de aprender a língua inglesa. No mesmo ano, decidi retornar ao Brasil para iniciar a vida acadêmica, interessando-me pelo curso de arquitetura e, com sua grande abrangência na atuação profissional, fui me apaixonando cada vez mais pela área. Confesso que, com o sonho de entrar em uma Universidade Federal em mente, a escolha do curso tornou o processo mais leve e tranquilo. Inicio este primeiro período de Arquitetura com a mente aberta para explorar, aprender e escolher o melhor caminho que o curso de Arquitetura e Urbanismo da UFMG possa me oferecer. Estou ansiosa para vivenciar esses momentos de descobertas com meus colegas de classe.