Em nossa aula do dia 15/09, nos foi solicitado a realização de um fichamento sobre o texto: Teoria do não objeto de Ferreira Gullar. Segue o mesmo:
O texto se inicia com uma explicação básica sobre o que é o não objeto "É um objeto especial em que se pretende realizada a síntese de experiências sensoriais e mentais. Uma Pura aparência". Apesar de iniciar exemplificando o que não é o não objeto e explicando o que o mesmo realmente é, esse trecho ainda não nos deixa claro o que realmente significa e como interpretar claramente o que é o mesmo, surgindo uma sequência de dúvidas sobre o significado do mesmo.
"Sobra-lhe a tela em branco. Sobre ela o pintor não representará mais o objeto: ela é o espaço onde o mundo se harmonizará segundo os dois movimentos os dois movimentos básicos da horizontal e vertical.... A luta contra o objeto continua". Achei interessante a forma como esse trecho nos faz refletir e nos colocarmos no lugar do pintor, pensando o que fariamos no lugar do mesmo. Como fazer da tela o representante de uma nova atmosfera de pensamento a apartir do vázio? A partir do completo nada? Como despertar uma linha de raciocínio ou causar um sentimnto através de linhas verticais e horizontais?
Gosto muito da forma como o texto também traz a visão não só artistica, mas a percepção que talvez englobe uma grande parte da população, ao citar que existem obras que causam um impacto à primeira vista, mas não conseguem manter a experiência transformando o não-objeto em um objeto comum.
Para finalizar, o texto traz uma breve reflexão: "Pode dizer-se que toda obra de arte tende a ser um não-objeto e que esse nome só se aplica, com precisão, àquelas obras que se realizam fora dos limites convencionais da arte, que trazem esse necessidade de deslimite como a intenção fundamental de seu aparecimento.". Esse trecho ressalta que o não-objeto não é apenas estética ou técnica, e sim passa a ser uma linha tenue entre o artista e a obra, gerando reflexões, sentimentos e diferentes percepções.
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