Na aula do dia 18/09, nos foi solicitado para realizarmos uma pesquisa de Artistas de arte cinética e artistas de Não objeto fazendo um deslocamento da discussão com o intuito de ampliar repertório e abrir o imaginário.
Lygia Clark - Objetos Sensoriais (Não-objeto)
https://portal.lygiaclark.org.br/obras/190/nao-arte
É uma série de obras onde a artista propõe a transferência do “poder” da obra para as o observador, como se as obras passassem a precisar do próprio corpo do indivíduo que a está observando para acontecer, o tornando parte dela e fazendo com que ela mude, não tendo sua forma e sentido “presos”.
São consideradas não objetos por não serem objetos concretos, fixos e com funções definidas, as obras variam completamente a depender de como são vistas e utilizadas pelos observadores e pelo mais importante das obras não serem elas em si ou o material, mas a relação, a interação e a experiência que ela gera.
Entre as diversas obras da série temos:
“Água e Conchas”: São duas embalagens transparentes contendo água e pequenas conchas dentro delas, fazendo com que, a depender do movimento do propositor que a segura e da maneira de observá-las, elas se disponham de maneiras diferentes e possam ser observadas e interpretadas de diversas formas.
“Diálogo de mãos": É uma fita de Moebius elástica atada aos pulsos dos participantes, que varia de acordo com o movimento das mãos, fazendo com que a obra seja livre e sem uma referência específica, ela se apresenta por si só.
“Ping Pong”: São bolinhas de ping pong dentro de uma embalagem plástica, com uma metodologia parecida com a obra “Água e conchas”, onde a movimentação e o ponto de vista do observador mudam completamente a obra.
Não objeto de Iole de Freitas
O Não-objeto “O peso do ar”, é um objeto que rompe com a ideia de algo fechado, estático e com um único sentido. Esse trabalho pensado para a Carbono vem de uma série que a artista chama de "Derretidas" onde ela busca amolecer o aço e marcar o gesto que sempre esteve presente no seu trabalho, buscando repetir diversas vezes como uma coreografia deixando sua originalidade no projeto. O interessante sobre o não objeto é que mesmo havendo diversas curvas, o mesmo não possui começo, meio e fim.
O primeiro contato de Iole de Freitas com a arte deu-se através da dança, elemento que a acompanha de maneira visível por toda a carreira. Durante os anos 1990, da arquitetura, cria obras que se relacionam diretamente com o espaço real.
Para o crítico Paulo Sérgio Duarte, “os trabalhos [de Iole de Freitas] apontam para nossa ignorância. Obrigam a percepção ao esquecimento. Exigem nova organização sensível. Não figurado e distanciado, o corpo continua a porta, agora invisível, de acesso. Do corpo temos de partir para reinventar o espaço. Esse que não sabemos e está nos trabalhos”.
VIDEO: https://youtu.be/KJFGaNNCm8c?si=OJu1SvH3qfPkbZ3D
NÃO-OBJETO: https://carbonogaleria.com.br/products/o-peso-do-ar
O GRIVO
Foi criado em fins de 1990 pelos músicos Nelson Soares (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1967), e Marcos Moreira (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1967). as obras d’O Grivo priorizam a sonoridade: embora o efeito visual esteja longe de ser casual, a imagem é consequência da dimensão musical. Os percursos sonoros que criam são, além de uma nova maneira de ouvir, uma nova maneira de ver os mecanismos de produção do som.
-Seus trabalhos abrangem trilhas para artistas de diversas mídias, concertos, instalações e performances, com perspectivas de improvisação e utilização de equipamentos eletrônicos em áudio e vídeo.
- Realizam seu primeiro concerto em Belo Horizonte e iniciam suas pesquisas no campo da “Música Nova”, que tem por objetivo a expansão do universo sonoro pela descoberta de maneiras diferentes de organizar improvisações.
- A interseção entre as informações visuais e sonoras é o lugar onde se constróem conceitos como textura, organização espacial, sobreposição, perspectiva, densidade, velocidade, repetição e fragmentação
- A proposta de um estado de curiosidade contemplativa e as relações dos sons com o espaço são as ideias principais que conformam os trabalhos do grupo.
O apelo visual de suas instalações, faz com que a dupla seja reconhecida pela qualidade plástica, e não apenas sonora, de suas criações, a partir da exposição Antarctica artes com a Folha (1996)




Comentários
Postar um comentário