No texto "Design: O obstáculo para a remoção de obstáculos?" se inicia explicando o que significa a dialética interna da cultura a qual se diz ser um processo em que a solução gera um novo problema, mas não deixa de ser interessante a forma como é abordado ressaltando que apesar do objeto do cotidiano se tornar um obstáculo, ele é necessário no processo de ser um objeto de uso e não pode ser somente descartado antes de passar pelo processo de se tornar um problema. A explicação ao decorrer da página é instigante quando nos explica que oque talvez seja obstáculo para nós, era uma forma de progressão para nossos ancestrais. Pensando por esse lado, me lembrei de um exemplo que é a realização de pagamento por boleto. Apesar de hoje, para nós, houver formas muito mais práticas, como o pagamento por bancos on-line ou pelo débito automático, ao invés da locomoção para o pagamento do boleto, para nossos ancestrais a existência do boleto bancário foi algo inovador.
Ao decorrer do texto, Flusser ressalta que ao criarmos objetos de uso, nós não estamos apenas lidando com "coisas". Estamos nos comunicando com outros seres humanos. Por isso, o design não é neutro: ele carrega responsabilidade ética e política, porque afeta o caminho, a vida e a liberdade dos outros. É interessante também a forma como ele destaca que os objetos do cotidianos são uma forma de comunicação entre gerações e pessoas, mas também que ele deixa claro que para progredir, quanto mais ele precisa deles, mais os consome.
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